quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Javier Bátiz - The USA Sessions: Classic Recordings From 1969

Cover 2
Músico: Javier Bátiz
Disco: The USA Sessions: Classic Recordings From 1969
Ano: 2009(*)
Gênero: Blues Rock, Classic Rock
Faixas:
1. Hard Life (Unknown) 4:00
2. Lonely Nights (Chatman) 2:49
3. Charlena (Chaney, Chavez) 2:42
4. Sea Of Love (Baptiste, Khoury) 3:33
5. Hey Girl (Goffin, King) 4:05
6. Lucille (Collins, Richard) 3:16
7. Slippin' And Slidin' (Richard, Bocage, Collins, Smith) 2:37
8. The Right Time (Sykes, Carr) 4:02
9. Lucille [Big Band Version] (Collins, Richard) 3:10
10. Woke Up This Morning (King, Taub) 5:09
11. Come Back Home (Burnett, Wolf) 2:43
Créditos (conhecidos, porque estampados na capa do CD):
Javier Bátiz: Guitar, Vocals
Fito de la Parra: Drums
Larry Taylor: Bass
Clifford Solomon: Sax
Tony de la Barreda: Bass
Ernest Lane: Piano
The Ikettes: Background Vocals
Ray Collins: Unknown contribution
Lee Allen: Unknown contribution
(*) Gravado em 1969.
Consta na biografia da Canned Head na Wikipedia a seguinte nota, em tradução livre do inglês: durante o verão de 1969, Fito de La Parra (nota minha: baterista da banda) conseguiu em Los Angeles uma sessão de gravação para Javier Bátiz, famoso músico mexicano de R&B, com quem tinha tocado antes de mudar-se para os Estados Unidos e juntar-se à Canned Heat. Seu companheiro de banda, Larry Taylor, participou da gravação, juntamente com outros três músicos que, anos mais tarde, integrariam a Canned Heat: Tony de la Barreda (baixo), Ernest Lane (piano) e Clifford Solomon (sax). O disco foi lançado 30 anos depois, com o nome de "The USA Sessions". No site da banda, o álbum figura na sua discografia, o que, na minha opinião, é um absurdo: o disco é de Javier Bátis, com a colaboração de membros da Canned Heat.
http://www.filefactory.com/file/76c86ceywxa7/STECROPWALHFMF.rar
Biografia:
Javier Isaac Medina Nuñez (nascido em 3 de junho de 1944), mais conhecido como Javier Bátiz, é um guitarrista originário da cidade mexicana de Tijuana e precursor do rock no México. Sua irmã é a cantora Baby Bátiz. Nasceu na Rua Quatro, a uma quadra e meia do parque Tenente Guerrero, em Tijuana. Em 1957, criou o grupo Los TJ's, captando influências que recebia, das cidades mexicanas fronteiriças aos Estados Unidos, da música negra, do blues e do R&B, vindas de artistas como T-Bone Walker, Muddy Waters, B. B. King, Chuck Berry, Howlin' Wolf, James Brown, dentre outros.
7Em 1963, já radicado na cidade do México, Bátiz foi contatado por três integrantes do grupo Los Rebeldes del Rock, os irmãos Tena (Waldo, Américo e Polo), para substituir o cantor da banda, Johnny Laboriel, que pretendia seguir carreira solo. Os irmãos Tena haviam visto Bátiz atuar numa boate de Tijuana, chamada Convoy Club. Mas a intenção dos Tena não se concretizou, devido às diferenças de estilo e atitude: Javier era influenciado pelo rock oriundo da música negra e Los Rebeldes del Rock já tinham um mercado definido diverso, tocando covers traduzidos do inglês para o espanhol, conforme a preferência das gravadoras na época.
6Já como solista, Bátiz apresentou-se no "La Fusa", um dos primeiros cafés musicais dos anos sessenta na cidade do México, juntamente com dois integrantes de Los TJ's, convidados a acompanhá-lo. Depois, iniciou, com grande sucesso, uma temporada no legendário Harlem, período em que sua mistificada imagem acabou identificada com gangues de motoqueiros famosas e temíveis da época, como é o caso de "Los Nazis", da Colônia Portales. Em 1968, Bátiz converteu-se numa celebridade no mundo do espetáculo no México e foi contratado para realizar shows no bar Terraza Casino, com estrondoso sucesso. Personalidades de todas as classes sociais lotavam o lugar, incluindo políticos, artistas e intelectuais. Essa popularidade levou Javier a apresentar-se, em 1969, no primeiro grande concerto ao ar livre no México, organizado pelas autoridades do então Departamento do Distrito Federal, na Alameda Central, e onde havia, segundo cálculos de testemunhas presenciais, pelo menos, 18 mil expectadores.
2Para Bátiz, assim como para a maioria dos expoentes do rock, a década de 70 tornou-se crítica a partir da realização do Festival de Avándaro, em 1971 (evento que Bátiz não participou porque sua presença no Terraza Casino não lhe permitiu deslocar-se a tempo até o concerto).
Conhecido como "El Maestro" por artistas como Carlos Santana, Alex Lora, Abraham Laboriel, Fito de la Parra e Guillermo Briseño, Bátiz lançou, em 1999, o disco "Metromental", no qual demonstrou seu gênio setentista, dando, porém, uma roupagem atual às musicas. O álbum teve arranjos e produção de Tony e Beto Méndez e colaborações especiais de Alex Lora, Lalo Toral, Guillermo Briseño, Nando Estevane, Fernando Vahaux e outros mais.
1Em 2000, Javier participou do disco "Boogie 2000", da Canned Heat, na faixa "The World Of Make Believe", música que alcançou os primeiros lugares das paradas da Europa, para onde viajou, com a Canned Head, em turnê por Milão, Cesena, Terramo e Nápoles, na Itália. No ano seguinte, edita material inédito gravado nos anos 60, intitulado "El Rock de los 60's", sendo reconhecido em diferentes eventos por sua trajetória musical, como mostra a sua estátua no Museu de Cera da cidade de Tijuana.
Entre 2003 e 2004, Bátiz lançou seis volumes do disco "Baú del Brujo". Já em 2005, apresentou uma coleção de três álbuns, chamados "Las sesiones del Brujo", contendo canções inéditas de sua autoria e colaborações dos artistas Macaria, Valerie Jodoroski, Baby Bátiz e outros. Em 2008, foi lançado o disco "El Brujo desde USA" (reeditado em 2009 com o título "The USA Sessions: Classic Recordings From 1969"), bem como o documentário "Rock And Roll Made In México: De La Evolución A La Revolución", produzido por Fito de la Parra, incluindo performance de Bátiz. No mesmo ano, é editado o seu livro "El Vuelo Del Angel" (Wikipedia; tradução livre do espanhol).

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